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capa Ensino Híbrido

Todos os dias estamos sucintos a passar por transformações capazes de modificar completamente os cenários. O mundo têm se tornado cada vez mais rápido, e quando nos acostumamos com algo, logo aquilo se torna antiquado. Um fator que tem influenciado bastante nesses processos, é o advento a tecnologia, cada vez mais avançada e inserida em nossas vidas. Mas como tais mudanças podem influenciar na aprendizagem e nos estudos? É isso que iremos descobrir através do conceito de Ensino Híbrido.

Hoje o acesso à internet é uma realidade bastante presente tanto no Brasil como no mundo todo. Isso significa que estamos propensos a receber informações constantemente. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), somente no Brasil são mais de 134 milhões de pessoas conectadas a internet, ou seja, ao menos 70% da população.  

Esse novo cenário da tecnologia promove mudanças significativas e acendem uma alerta na mente dos educadores, que precisam estar constantemente se reinventando para que possam compartilhar materiais de qualidade e que sejam suficientemente positivos para os alunos.

Diante dessas adequações, surgiu o Ensino Híbrido, uma abordagem pedagógica que virou tendência através da necessidade de implantar uma personalização e integração entre a tecnologia e as interações presenciais, promovendo abordagens assertivas. 

Entenda um pouco mais sobre essa metodologia de ensino:

O que é Ensino Híbrido?

O Ensino Híbrido ou “Blended Learning”, é uma prática que combina atividades presenciais e atividades realizadas por meio das tecnologias digitais de informação e comunicação (TDICs). 

A tecnologia chegou como um elemento facilitador e potencializador de ensino, abrindo portas para que novas possibilidades de aprendizagem pudessem surgir. Mas ela seria suficiente para conceder conteúdos ricos e apropriados para todos os tipos de alunos? Entende-se que apesar de todas as suas vantagens, a qualidade poderia ser comprometida de alguma maneira.

O conceito de Ensino Híbrido traz a premissa de integração das tecnologias com os estudos. Se essa modernização está tão próxima da vida dos estudantes, por qual motivo o ensino deveria seguir na contra-mão? 

Esse modelo de integração apresentado pelo Ensino Híbrido, além de permitir com que os estudantes estudem online, também garante com que os educadores obtenham informações individualizadas sobre o desempenho dos alunos e assim, consigam agir com maior eficiência nas necessidades dos alunos.

Com a aprendizagem híbrida, é possível usar recursos que auxiliem os professores na elaboração de diferentes estratégias de ensino e de acordo com as necessidades de seus alunos, trazendo outro termo importante do Ensino Híbrido, a personalização do estudo. 

O modelo que se tornou uma recomendação do Conselho Nacional de Educação (CNE) para ser utilizado com “ênfase”, abre horizontes para essa personalização, carregando a tecnologia como a sua aliada e integrando o ambiente online e presencial, através de recursos tecnológicos e plataformas adaptativas. Agora, o ensino ultrapassa as paredes das escolas e chega ao estudante, independentemente de onde ele estiver.

 

Quando e como surgiu o Ensino Híbrido?

Muitas dúvidas giram em torno da seguinte questão: quem criou o Ensino Híbrido? A convergência entre virtual e real já tem sido discutida há algum tempo, mas recentemente, essa abordagem tem se popularizado e se consolidado cada vez mais. O termo, por exemplo, apareceu por volta do ano 2000, em cursos educacionais voltados para empresas. 

Essa proposta de aprendizagem híbrida surgiu através de artigos publicados pelo Instituto Clayton Christensen. Pioneiro no assunto, os materiais trazem estudos e relatos significativos. A partir das publicações, muitas escolas nos Estados Unidos passaram a adotar para o uso da tecnologia na cultura escolar. 

Desde que os primeiros artigos relatando estudos nessa área foram publicados, os resultados sobre a avaliação do desempenho dos estudantes têm sido muito positivas. 

 

Quais são as vantagens do Ensino Híbrido?

O Ensino Híbrido é adaptativo e busca focar nas necessidades, habilidades e competências de um ensino personalizado que promova resultados. Através dele, o aluno pode aprender tudo no seu tempo, seja individualmente ou de forma colaborativa, seguindo o seu ritmo e estando em qualquer lugar. 

Trata-se de um modelo de ensino que pressupõe o uso da tecnologia para o desenvolvimento das atividades dentro e fora da sala de aula, em que o aluno é estimulado a buscar o conhecimento, mas se perder o contato com outros colegas e com os professores. 

Com o Ensino Híbrido e seus recursos de aprendizagem, o ensino monótono, rotineiro e tradicional é deixado de lado. Ele oferece maior flexibilização e liberdade para que o aluno possa adaptar-se e escolher a maneira como prefere estudar, tomando suas próprias decisões e coordenando suas próprias tarefas. 

Essa personalização e tecnologia na educação, propõe melhor aproveitamento do tempo do professor, maior engajamento dos alunos no aprendizado, ampliação do potencial, planejamento adequado, aproximação da realidade escolar com o cotidiano do aluno, dentre outras qualidades.

Além de tudo isso, ele pode ser aplicado nos diferentes grupos de aprendizado, como Educação Infantil, Ensino Fundamental I e II e no Ensino médio também, ajudando as crianças e os jovens a desenvolver habilidades de gestão, foco, autoconfiança, criatividade e inteligência emocional ou social. 

 

Como aplicar essa metodologia de ensino?

O Ensino Híbrido no Brasil têm ganhado cada vez mais espaço. Em junho de 2018, por exemplo, o congresso anual da Associação Brasileira das Mantenedoras do Ensino Superior (Abmes), apresentou dados que indicavam que a presença da educação híbrida aumentaria de 4% para 21% até 2023. 

Por tratar-se de um sistema integrado e como citamos acima, adaptativo, quando surge a necessidade de aplicá-lo, é preciso desenvolver todo um plano estratégico de infraestrutura educacional, definindo os principais objetivos, estabelecendo um cronograma de aulas, definindo as orientações pedagógicas e sobrepondo os modos de avaliação dos estudantes.

Para aplicar o Ensino Híbrido, também é preciso identificar qual é a tecnologia ou plataforma que melhor complemente as aulas. Esse ambiente deve ser simplificado e otimizado para proporcionar fácil acesso, já que o objetivo é incentivar o aluno a acessá-lo com frequência. 

Um ponto que faz toda a diferença na aplicação desta metodologia, é a necessidade de desenvolver materiais didáticos de qualidade para o registro das atividades não presenciais, uma vez que o acompanhamento pedagógico se mantém extremamente presente e necessário para que o processo apresente bons resultados.  

Esse equilíbrio entre aulas online e presenciais possibilita uma experiência completa para todos os participantes, por isso é preciso reestruturar todo o conteúdo de maneira coesa. 

 

 

Na Educação Infantil:

A aplicação do ensino pode começar lá na Educação Infantil, criando vínculo com os bebês e as crianças mais velhas, em torno de 5 anos, por exemplo. Cabe ao professor orientar as famílias, compartilhando materiais através das tecnologias digitais (Facebook, Youtube, WhatsApp, Podcasts, etc) e de qualquer outro meio que esteja ao alcance dos cuidadores.

Segundo a orientação do Parecer nº 05/2020, do Conselho Nacional de Educação, sugere-se que as escolas possam desenvolver alguns materiais de orientações aos pais ou responsáveis com atividades educativas de caráter eminentemente lúdico, recreativo, criativo e interativo, para realizarem com as crianças em casa.

Para Creches (de 0 a 3 anos): a orientação é apresentar atividades que as estimulem, como brincadeiras, jogos, leitura de textos pelos pais, músicas infantis, entre outras alternativas. É válido lembrar na acessibilidade para aplicar as atividades, pois não são todos os pais ou familiares que são alfabetizados e possuem fluência na leitura. O objetivo é manter as crianças ativas, para que possam desenvolver suas habilidades, por isso pense nas possibilidades de apresentar orientações e conteúdos em voz alta (em vídeo ou áudio).  

Para Pré-Escola (4 a 5 anos): aqui, mantêm-se o mesmo princípio de estimular o ensino e o engajamento dos alunos. Os professores podem aplicar jogos, brincadeiras, desenhos, músicas infantis e atividades no ambiente digital, dependendo da disponibilidade e do acesso de cada família. As orientações devem ser passadas para os responsáveis, que deverão aplicar as tarefas dentro de casa, incentivar a implantação de um ambiente adequado de estudo e interação, também é uma alternativa significativa para que a criança possa interagir e se divertir ao mesmo tempo. As atividades, além de fortalecer o vínculo, também visam potencializar o desenvolvimento. 

O objetivo principal desta metodologia, é manter as crianças em crescente contato com materiais ricos em conteúdo, por isso os projetos educacionais são tão importantes. Os livros infantis, por exemplo, tendem a prender a atenção e auxiliar não somente no aprendizado, mas capacidade cognitiva de ler e interpretar as histórias, trabalhando o desenvolvimento de uma maneira criativa, fácil e dinâmica.  

 

 

Nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental:

No Ensino Fundamental, a lista de possibilidades é mais ainda extensa e acessível. O Conselho Nacional de Educação, recomenda que as instituições orientem as famílias com roteiros práticos e estruturados para acompanharem a resolução das atividades pelas crianças, mas não devem pressupor que os “mediadores familiares” substituam a atividade profissional do professor.  

Aqui, o recomendado é desenvolver aulas gravadas em plataformas digitais para que os alunos possam assistir quantas vezes quiser, implantar listas de atividades e exercícios por fluxo de complexidade (sempre relacionadas às habilidades e objetos de estudo), guias de orientação aos pais e aos estudantes, dicas de organização das rotinas de aprendizado, entre outras atividades.

A instituição de ensino também pode realizar a elaboração de atividades através de materiais impressos que sejam adequados a faixa etária das crianças, sejam apostilas, pesquisas, tarefas ou qualquer material didático que proporcione aos alunos uma maneira mais facilitada e completa de estudar. 

Orientar as famílias faz toda a diferença para o aprendizado da criança também. É importante que os professores estejam sempre auxiliando e estimulando os cuidadores a acompanhar os estudantes, realizar leituras com eles, entre outras tarefas.

 

 

Nos Anos Finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio:

No Ensino Médio, os efeitos e resultados desta metodologia de aprendizado, ficam mais evidentes e fáceis de mensurar. As dificuldades cognitivas são reduzidas ao longo do tempo com maior autonomia dos estudantes, sendo que a supervisão de adultos pode ser feita através de orientações e acompanhamentos com o apoio de planejamentos, metas, horários de estudo presencial ou virtualmente.

É possível distribuir vídeos educativos através de plataformas digitais, usar horários de TV aberta com programas educativos para complementação das atividades, estimular pesquisas, projetos, entrevistas, entre outras tarefas. 

Elaborar planejamentos de estudo com materiais didáticos ricos em conteúdo, é um diferencial que não pode faltar para que os estudantes possam obter ótimos resultados. Nessa etapa de escolaridade, em que os alunos estão mais conectados, integrar os aprendizados as principais mídias digitais, como WhatsApp, Facebook e Instagram, tende a ser bastante efetivo.

 

Lembre-se de utilizar as principais metodologias ativas:

Para aplicar o Ensino Híbrido de maneira sucinta e qualificada, lembre-se de vincular as atividades à essas metologias ativas:

  • Atividades de Brainstorming para estimular a mente e elaborar ideais cada vez mais criativas;
  • Tarefas de Brainwriting para elaboração de práticas em grupo com registros de ideais para desenvolver habilidades e alcançar objetivos específicos;
  • Usar abordagem de Design Thinking para alcançar bons resultados, identificando os problemas e dificuldades, encontrando as melhores soluções; 
  • Aplicar a Gamificação, capaz de utilizar elementos de jogos digitais, como avatares, desafios, rankings e prêmios, criando aulas mais dinâmicas, melhorando resultados e desempenhos, criando maior interação social, entre vários outros benefícios.

 

Qual é o papel do professor em um modelo de Ensino Híbrido?

O papel do educador na educação híbrida é comprometer-se com o planejamento e desenvolvimento de materiais de qualidade, acreditando que é através da educação que um país se desenvolve, lembrando-se de oferecer o que há de melhor no universo educacional para aqueles que buscam conhecimento. 

Cabe ao professor encontrar as melhores técnicas e métodos para que possam transmitir o conhecimento de uma forma que os alunos possam absorver.

Uma das técnicas mais utilizadas nas instituições, é a aprendizagem baseada em problemas, ou seja, o educador apresenta atividades, como um desafio ou uma pergunta desafiadora, e os alunos deverão pesquisar e identificar a resposta antes que uma aula sobre o tema seja dada. Além de despertar a curiosidade, também auxilia o aluno a buscar conhecimento cada vez mais.

 

Quais são os modelos de Ensino Híbrido?

Diversos modelos de estudo estão imersos nessa metodologia, conheça os principais:

 

Rotação por Estações:

No método de Rotação por Estações, os estudantes são divididos em estações de trabalho e precisam realizar diversas atividades no espaço de sala de aula. São organizados em grupos e cada grupo é contemplado com uma tarefa diferente, apresentando os principais objetivos daquela atividade. 

Um prazo de entrega é estipulado e os alunos devem cumpri-la. Aqui, não é necessariamente preciso que o professor acompanhe o desenvolvimento da atividade. 

Depois de um determinado tempo, os grupos trocam de tarefas, assim todos passam pelas tarefas. Desta maneira, o professor consegue dar atenção aos que tem maior dificuldade, tirando dúvidas e auxiliando no que for necessário.  

 

Sala de Aula Invertida:

Na Sala de Aula Invertida, as teorias são estudadas em casa, no formato online, através de vídeos, textos ou pesquisas, e no espaço da sala de aula, presencial, é feita uma discussão sobre, algumas resoluções de exercícios, atividades complementares e outras propostas que rondam o tema.  

Esse modelo de ensino é tido como a porta de entrada principal para o Ensino Híbrido.

 

Laboratório Rotacional:

O modelo de Laboratório Rotacional divide a abordagem de ensino em duas. Aqui, o professor separa os alunos em dois grupos, porém aplicando a mesma atividade para ambos. O objetivo é mostrar as diversas maneiras de aprendizado, sem que exista a necessidade de estar em um determinado ambiente, como a sala de aula, por exemplo.

Um grupo pode ser levado para a quadra de esportes durante uma atividade prática, enquanto os outros são encaminhados para um laboratório de informática para aprender de modo teórico, realizando pesquisas e buscando materiais. 

Quanto mais claro ficar o objetivo da atividade, melhor. O educador pode, inclusive, apresentar um roteiro de estudo para simplificar a tarefa. 

 

Rotação Individual:

Na Rotação Individual, cada aluno possui um roteiro personalizado com os principais temas de estudo. Similar a Rotação por Estações, aqui, como o nome já nos adianta, é tudo realizado de maneira individual.

O aluno encontra as melhores maneiras para estudar e colocar seus conhecimentos em prática, mas não necessariamente estando inserido em um grupo ou com a ajuda do professor. 

 

Quero estudar mais sobre o Ensino Híbrido, por onde começar?

 

Para compreender um pouco mais afundo sobre esse tema cheio de complexidades, métodos e estratégias, recomendamos que você busque conhecimentos nas seguintes obras literárias:

  • Ensino Híbrido: Personalização e Tecnologia na Educação, escrito por Lilian Bacich, Adolfo Tanzi Neto e Fernando De Mello Trevisani (A obra de 2015 está disponível nas principais livrarias do país);
  • Ensino Híbrido: uma proposta de aplicação na formação de professores, escrito por Lilian Bacich (Está disponível no formato de PDF na internet);
  • Blended: Usando a inovação disruptiva para aprimorar a educação, escrito por Heather Staker e  Michael B. Horn (A obra de 2015 também está disponível nas principais livraris do país)

No Youtube, basta procurar sobre o termo para encontrar muitos professores e instituições experientes falando sobre o assunto. Não tem erro!

Esperamos que você saía desse conteúdo com muita bagagem sobre o Ensino Híbrido e suas metodologias ativas. Aproveite para compartilhar esse material com outros educadores e alunos também! 

 

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